quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

POST MERIDIUM

Se eu pensar mais um pouco, fico louco... Espero que alguém

me leve, pois a vida pesa e não há alívio

nem na prece nem na reza... Amanhã

se desdenha o que hoje se preza...

Nem reza nem prece... Depois de amanhã se percebe

que nada permanece... É tudo passageiro.

Sem exagero, sem apelos de retórica:

o pouco de alegria que demonstro é resultado da

vodca

&

c/ o espírito em desordem,

ganho a noite & ela é minha até que os cães acordem.

Durante a noite, só ouço meus grilos.

Durante o dia, vivo em sigilo.


Na minha boca, um verso. Na minha roupa, uma tendência.

Acorda-se, mas se permanece na inconsciência; pode até

pensar, mas nunca ponha suas razões em evidência...

Penso que a gente é escravo

se tem alguma crença

&

de novo,

mal aparece a lua

eu ganho a rua.

2 comentários:

Fernanda Serpa disse...

Também penso que, se a gente tem uma crença, é escravo.
Seus dois livros foram lidos, devorados... Como troco, me cutucaram, provocaram... Gostei da pegada!
Bem vindo ao mundo dos blogs!

Érico Marin disse...

Ter meus livros "lidos, devorados" por vc é um dos melhores elogios q eu podia receber. Melhor ainda saber q eles são capazes de "cutucar" e "provocar" alguém. Obrigado mesmo.