Se eu pensar mais um pouco, fico louco... Espero que alguém
me leve, pois a vida pesa e não há alívio
nem na prece nem na reza... Amanhã
se desdenha o que hoje se preza...
Nem reza nem prece... Depois de amanhã se percebe
que nada permanece... É tudo passageiro.
Sem exagero, sem apelos de retórica:
o pouco de alegria que demonstro é resultado da
vodca
&
c/ o espírito em desordem,
ganho a noite & ela é minha até que os cães acordem.
Durante a noite, só ouço meus grilos.
Durante o dia, vivo em sigilo.
Na minha boca, um verso. Na minha roupa, uma tendência.
Acorda-se, mas se permanece na inconsciência; pode até
pensar, mas nunca ponha suas razões em evidência...
Penso que a gente é escravo
se tem alguma crença
&
de novo,
mal aparece a lua
eu ganho a rua.
2 comentários:
Também penso que, se a gente tem uma crença, é escravo.
Seus dois livros foram lidos, devorados... Como troco, me cutucaram, provocaram... Gostei da pegada!
Bem vindo ao mundo dos blogs!
Ter meus livros "lidos, devorados" por vc é um dos melhores elogios q eu podia receber. Melhor ainda saber q eles são capazes de "cutucar" e "provocar" alguém. Obrigado mesmo.
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