terça-feira, 27 de janeiro de 2009


Sinto a ausência do que nunca esteve aqui

e o silêncio que cala a voz que nunca ouvi;

sinto a dor da queda que nunca caí

e a beleza das manhãs que nunca vi -

sinto muito

pelos pecados que não cometi

e por isso

morro todo dia

as vidas

que não vivi.

2 comentários:

Nelson Romano Neto disse...

Legal. O que está linkado no Blog do Prof° Wilson deve ter futuro.

Cícero de Andrade disse...

Lindo poema, rima, ritmo e teor em bela sincronia de palavras curtas e cheias de significado. Parabéns.