
Dia 8 fez 15 anos da morte de Kurt Cobain. Quem lembrou pode não ter se importado - afinal, ele foi só um roqueiro viciado em drogas e morto precocemente (com 27 anos). Eu lembrei e não só me importei como até elaborei esta humilde homenagem ao vocalista e guitarrista do Nirvana. Deve fazer uns 10 anos que tive o primeiro contato com o som da banda (e nem foi com Nevermind) e tive uma fase de ouvir só Nirvana, aprendi a tocar uma pá de sons deles (embora a maioria de uma forma quase irreconhecível) e olhando o panorama musical de hoje, sinto que a última grande banda foi o Nirvana e Kurt o "último grande herói" do rock. A música dele lembrava exorcismo, confronto direto com a dor (não só com a dele, mas de todo ser humano). Do timbre à entonação, a voz de Cobain sugeria uma discussão com demônios íntimos, seus versos remetiam a experiências pessoais mas universais em essência e apesar da linguagem cifrada da maior parte das letras, o riff ou a melodia comunicavam o sentido delas. Enfim, canções destinadas a não serem esquecidas desde que suas verdades tenham sido uma vez apreendidas. E talvez por isso eu ainda ouça smells like teen spirit e lithium e pennyroyal tea e heart-shaped box ainda me chamem a atenção e ainda sinta um frio na espinha ouvindo you know you're right e all apologies. Além disso, mais do que lembrar minha adolescência, estas músicas falam de coisas com as quais ainda me identifico...
2 comentários:
O que sente com o Nirvana talvez seja muito parecido com o que sinto ao ouvir The Smiths. Lembrando que Morrisey é considerado o "maior poeta vivo do mundo"...
Bem, não sei explicar o porquê, mas a morte de Kurt tb me deixa meio abobada. Talvez pela trágica maneira, mas sei lá. Ainda não estou convencida de que Love tenha tido participação. Enfim, ele merece nossa atenção e lembrança, sem dúvida alguma.
Independente da época, acredito que nossos ídolos são sempre aqueles que marcam nossa adolescência. Fase de descobertas e onde tudo parece fazer mais sentido e ter mais intensidade. São essas as memórias que levamos para toda a vida. São elas que nos fazem sentir gosto em viver. E até mesmo quando esse viver se torna mecânico são os sabores das primeiras experiências sonoras ou escritas marcantes que enchem o vazio!
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