
DEPOIMENTO
Estou só e cansado demais pra pensar, cansado demais pra dormir,
Tentando entender por que me sinto assim,
querendo tudo o que não posso ter
sentindo nada a não ser ausência de prazer
estou só - cansado de me sentir cansado, cansado de não conseguir descanso
estou só - eu e a solidão dividindo a cama
outra noite encenando o mesmo drama – continuo aqui, a noite passa e eu não consigo dormir
vivendo morrendo tentando existir
vivendo e morrendo vivo à procura de motivo
pra estar aqui
e apesar de tanto cansaço
não desisto da busca
insisto resisto existo não desisto
e nem minha falta de medo me assusta
se a vida é guerra, eu quero paz
se a vida é trégua, eu quero luta
e nada mais me resta, nada mais me interessa
só a vida - e se a vida existe será que alguém me empresta?
e nada mais me resta, nada me interessa –
a vida passa eu tenho pressa
quero procurar na carne e na pele
até que a vida enfim se revele
quero procurar mesmo suspeitando que a vida
vai estar sempre em outro lugar.
Estou só e cansado demais pra pensar, cansado demais pra dormir,
Tentando entender por que me sinto assim,
querendo tudo o que não posso ter
sentindo nada a não ser ausência de prazer
estou só - cansado de me sentir cansado, cansado de não conseguir descanso
estou só - eu e a solidão dividindo a cama
outra noite encenando o mesmo drama – continuo aqui, a noite passa e eu não consigo dormir
vivendo morrendo tentando existir
vivendo e morrendo vivo à procura de motivo
pra estar aqui
e apesar de tanto cansaço
não desisto da busca
insisto resisto existo não desisto
e nem minha falta de medo me assusta
se a vida é guerra, eu quero paz
se a vida é trégua, eu quero luta
e nada mais me resta, nada mais me interessa
só a vida - e se a vida existe será que alguém me empresta?
e nada mais me resta, nada me interessa –
a vida passa eu tenho pressa
quero procurar na carne e na pele
até que a vida enfim se revele
quero procurar mesmo suspeitando que a vida
vai estar sempre em outro lugar.
3 comentários:
E se a vida está em outro lugar, por que não procurá-la em mim mesma? No emaranhado do meu ego, encontro-me estranha e dormente, mas viva.
Sempre tive um jeito manso de viver. Não me estresso por bobagem. Quase nada me faz parar. Não tenho enredo. Mas tenho preferências. Prefiro chocolate preto, música boa, coisas simples e pessoas inteiras. Meu pai ama tudo que eu amo e minha mãe ama amar o amor. Devo minha melhor parte a eles dois, que me fizeram ser tudo que sou hoje: livre, apaixonada pela vida, sem medo de dizer não, com coragem pra pedir perdão, com força suficiente pra parar e com um coração que quase não cabe no peito. Às vezes me considero uma maluca. Maluca por nunca esperar, por sempre dá o primeiro passo e por achar que viver de sonho faz bem pra saúde. Mas em momentos também me considero frágil, flexível e inconstante. E eu sou! Sou cheia de medos, sou um paradoxo que envolve: poesia, amor, intensidade, uma leve tristeza disfarçada e muita saudade. Mato e morro pela minha saudade. Nessa saudade moram pessoas maravilhosas. Segundo elas, eu sou o orgulho da família. Papai já diz que me admira por eu ser tão transparente e saber enfileirar minhas metas. Ah, não sei, não. Não sou linear. Nunca fui e talvez nunca seja. Sou cheia de manias. Marco várias coisas para o mesmo dia e acabo não fazendo nada por me perder no meio de tanta irresponsabilidade. Tenho o péssimo hábito de reivindicar e uma facilidade enorme pra acreditar. Acredito em tudo. Principalmente em Deus. Herdei do meu avó a paixão pelas palavras. Vivo escrevendo. Tinha diários prontos e frases espalhadas por toda parte do meu quarto, acabei de desfazendo por ordens médicas algumas lembranças não são tão saudaveis quanto parece. Minha família é enorme e barulhenta. Mas eu sou calma. Vivo entre sorrisos e cara fechada, e viajo nos meus pensamentos que me fazem sentir a delícia de voar andando. Penso muito. Penso comendo, penso falando, penso dormindo e penso escutando. E vivo com interrogações no meio da frase. Pergunto-me se está bom, se estou bonita, se você está feliz, se é melhor assim, se é esse o caminho. Talvez a própria idade ainda não tenho me permitido esconder a criança que vive em mim, que faz birra, que quer sempre mais, que teima e bate pé. Sempre tentei fazer da minha vida menos ensaiada e mais largada. E isso é difícil. Tento pegá-la com minhas mãos e ajustá-la do meu jeito. Daí o sonho se desfaz e eu penso "tá vendo, não era daquele jeito, sua burra" e após instantes me desculpo. Sempre. E começo a ensaiar na frente do espelho pra vê se me saio melhor da próxima vez. Invento amores e apelo pra tudo que me faça encontrar soluções e respostas. Eu me digo "pronto, não dá mais, chega!, já deu" e com cinco minutos desisto da minha própria promessa. Não me perdôo quando não vou até o fim, quando fico no meio do caminho. Sou insistente. Persistente. Só paro quando estou cansada. Daí, descanso. E volto à luta. Luto por mim. Pelo meu sonho. E pra tentar orientar meu coração que me cega e me faz perder o rumo. Mas não dá. Eu não mando na minha emoção. Não gosto de nada que seja morno. Para mim, café tem que ser quente. E cerveja tem que ser gelada. Ou é tudo ou é nada.
ANDO ESCREVENDO...
Cíbila
REpito.... todos nós estamos cansados.... Todos nós vivemos e morremos sem realmente encontrar um motivo!
Então brindemos..... assim quem sabe passa mais rápido, mas desapercibido, menos dolorido!
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