Amor,
sangre
e me condene.
Seu sabor
me embebedou
e durante a embriaguez
vi sua verdadeira natureza.
Amor,
vou plantar um sorriso
nestes teus lábios vermelhos de mel
e vou dançar discreto
ao som dos últimos ventos do inverno.
Amor,
sangre em silêncio
e me condene
a um eterno outono,
pois não mereço
sua companhia.
Até onde posso confiar
na sua gentileza?
Até onde as chamas alcançam?
Os gritos e o ranger de dentes
vãoi alcançar até os puros de coração
amor,
bebe da minha boca
o veneno
que não tive coragem
de te dar.
Amor,
não me ouça -
sou o responsável por
toda dor que sinto
e se não fui eu
o arrebatado pela carruagem de fogo,
você
não tem culpa.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
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4 comentários:
no primeiro dia da primavera, procurei e encontrei os seus escritos, e mato-lhe os cornos da distância, salve irmão, agora vou te acompanhando por essas paragens.
leopoldo
Érico, é um estranho prazer o que sinto quando leio você. Por isso, prossiguirei lendo, pela simples motivação da poesia. Acho que estamos ambos fadados a ela, não é?
...
Versos cortantes esses...
Aí, LÊ, valeu por lembrar deste espaço geralmente entregue às moscas mas que não canso de alimentar com meu lirismo nostálgico, melancólico. Anda sumido, hein? Vê se aparece. Abraço.
Obrigado, Ana, pela lembrança. estou meio ausente da Net, mas lembro bem de quem está no mesmo barco que eu - fico muito feliz com tua presença aqui e assim que puder vou me subverter para saber o que vc anda escrevendo.
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